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Seu faturamento cresce todo mês, mas a margem de lucro do e-commerce encolhe por causa de frete e anúncios pag

Vender mais não é o mesmo que lucrar mais. Descubra por que frete e anúncios pagos são os maiores vilões da margem de lucro no e-commerce.

14 de agosto de 2026Por marco 1
Seu faturamento cresce todo mês, mas a margem de lucro do e-commerce encolhe por causa de frete e anúncios pag

Pedidos aumentando, faturamento batendo recorde, mas o saldo no fim do mês não reflete nada disso: essa é a realidade de muitos lojistas que enfrentam a perda de margem de lucro no e-commerce. Frete e anúncios pagos consomem fatias crescentes da receita, muitas vezes sem que o lojista perceba até abrir o DRE de perto.

Por que vender mais não garante lucrar mais?

A armadilha clássica do e-commerce é confundir faturamento com saúde financeira. Quando o volume de pedidos cresce, os custos variáveis crescem junto, e costumam crescer mais rápido do que qualquer projeção inicial. Frete, embalagem, comissão de marketplace e custo por clique nos anúncios acompanham cada venda, cortando a margem antes mesmo de o dinheiro cair na conta.

Lojista brasileiro olhando relatório de vendas com expressão preocupada no home office
Lojista brasileiro olhando relatório de vendas com expressão preocupada no home office

O frete no e-commerce come mais da margem do que parece

O custo de entrega é um dos itens que mais distorce a percepção de lucro no e-commerce brasileiro. Oferecer frete grátis para competir com grandes players pode parecer estratégico, mas sem uma conta clara de quanto isso representa no ticket médio, a operação absorve o prejuízo silenciosamente.

Antes de definir a política de entrega, vale mapear esses quatro pontos do seu frete:

  • Custo médio de envio por pedido na sua principal região de entrega
  • Percentual do frete em relação ao ticket médio de cada categoria
  • Diferença de margem entre pedidos com frete pago pelo cliente e frete grátis
  • Impacto de devoluções no custo logístico total do mês

Anúncios pagos e a perda de margem de lucro no e-commerce

O custo por aquisição de cliente via anúncios pagos corrói a rentabilidade sem levantar suspeita. Google Ads, Meta Ads e campanhas em marketplaces cobram por clique ou impressão, e quando o ROAS não é monitorado por SKU, é comum investir mais em produtos de baixa margem do que nos mais rentáveis.

Tela de computador exibindo dashboard de gastos com anúncios e métricas de ROAS no e-commerce
Tela de computador exibindo dashboard de gastos com anúncios e métricas de ROAS no e-commerce

O problema piora quando o lojista escala o investimento em mídia para manter o volume de pedidos, sem ajustar o preço de venda ou a seleção de produtos anunciados. O faturamento sobe, a margem cai, e o ciclo se repete.

Como parar de sangrar margem sem travar o crescimento

Controlar a perda de margem de lucro no e-commerce não exige cortar investimento em tráfego ou acabar com o frete grátis de vez. O caminho está em segmentar: identificar quais produtos suportam frete subsidiado, quais campanhas têm ROAS positivo por categoria e onde o custo logístico pode ser negociado com transportadoras.

Revisar o DRE mensalmente, linha a linha, separa operações que escalam com saúde daquelas que crescem no volume e morrem na margem. Comece listando os cinco produtos mais vendidos e calculando a margem real de cada um após frete e custo de anúncio: esse exercício já revela onde a operação perde dinheiro sem perceber.

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